Presentación del libro: Iberofonía y Paniberismo. Definición y articulación del Mundo Ibérico (25 de octubre)

 

Iberofonía y Paniberismo 
Definición y articulación del Mundo Ibérico

Jueves, 25 de octubre de 2018
19:30 h

Presentación de libro

iberofonia y pan

Participan:
Mario Hernández Sánchez-Barba, catedrático de Historia de América.
Paulo Speller, catedrático de Políticas Públicas.
Cecilia Yuste, directora de relaciones institucionales de Banco Santander.
Frigdiano Álvaro Durántez Prados, autor del libro.

Lugar: CASA DE AMÉRICA. Plaza de la Cibeles s/n

Confirmación de asistencia en este enlace:

https://casamerica.teenvio.com/form/casamerica/373/

La lógica y la potencialidad derivadas de la afinidad entre los dos principales idiomas ibéricos, el español y el portugués –únicas grandes lenguas internacionales recíprocamente comprensibles en líneas generales–, junto a numerosos elementos de naturaleza cultural, histórica, geopolítica y cooperativa, están en la base del llamado Espacio Panibérico o de la Iberofonía. Se trata de un conjunto que agrupa a más de 800 millones de personas y una treintena de países de todos los continentes, el primer espacio lingüístico del mundo, y que representa la quinta parte de la superficie del planeta y la décima en términos demográficos.

Frigdiano Álvaro Durántez Prados (Madrid, 1969), Doctor Europeus y Premio Extraordinario de Doctorado en Ciencia Política por la Universidad Complutense de Madrid, es pionero en la corriente contemporánea del Paniberismo o Iberofonía, teoría y tendencia geopolítica y cooperativa que propugna la definición y la articulación de un Espacio Multinacional de Países de Lenguas Española y Portuguesa de todos los continentes.

cartelPreventa: https://www.amazon.es/Iberofonía-Paniberismo-Definición-articulación-ibérico/dp/8416159297/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1539678779&sr=8-1&keywords=iberofonia

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Declaração de Lisboa – Homenagem do Movimento Partido Ibérico ao autor deste blog

Ainda na sequência do segundo aniversário da Declaração e Lisboa queremos mostrar-vos, (em baixo), o momento da assinatura solene do documento; por parte do mPI (Paulo Gonçalves) e do Íber (D. Ramón Lara).

O anfitrião é Pablo González Velasco, um especialista em relações Ibero-americanas e um apaixonado pela sua língua materna e também pelo Português. O evento foi em Lisboa a um de Outubro de 2016, por respeito à língua de Camões e pela sua enorme alma quis apresentar a cerimónia em Português com apaixonante sotaque Brasileiro. Pablo González Velasco foi o catalisador y a ponte entre o partido ibérico Íber e o mPI, foi quem trazia e levava os contributos ao documento, que se iam colocando e amadurecido, por parte das pessoas do Íber e do mPI. Hoje continua apaixonado e a fazer força para ajudar a construir o Iberismo do sec.XXI; paralelamente continua a estudar e a procurar a excelência na ciência das relações Ibero-americanas. No presente é licenciado em Economia, tem um mestrado em jornalismo e, no imediato, a prepara uma tese de doutoramento em antropologia Ibero-americana.
Obrigado Pablo, queremos-te sempre por perto.

Ligação para vídeo https://www.facebook.com/movimentoPartidoIberico/videos/1142232179201442/

Fonte: http://www.movimentopartidoiberico.com/detalhe-actualidades.php?id=796

Brasil concede el plácet al nuevo embajador de España, Fernando García Casas. EFE. Boa sorte, embaixador.

El Gobierno de Brasil concedió hoy el plácet de estilo al nuevo embajador de España en el país, Fernando García Casas, diplomático de 61 años y con una amplia experiencia en América Latina y en el servicio exterior, informó hoy la cancillería.

García Casas, quien desde diciembre de 2016 se desempeñaba como secretario de Estado de Cooperación Internacional y para Iberoamérica, reemplazará en Brasilia a Fernando María Villalonga Campos, quien estuvo al frente de la misión española en Brasil poco más de un año.

Licenciado en Derecho y Filosofía y Letras, García Casas ingresó a la carrera diplomática en 1983 y estuvo destinado en las representaciones españolas ante el Consejo de Europa (Estrasburgo), Israel y Naciones Unidas en Ginebra, entre otras.

García Casas también fue director del gabinete de la Secretaría General Iberoamericana (SEGIB) desde su creación en 2005 hasta 2014, bajo la dirección de Enrique Iglesias, organismo encargado de implementar los mandatos de las Cumbres Iberoamericanas.

ENTREVISTA a Arturo Pérez-Reverte no jornal i

Pode falar um pouco dessa primeira vinda a Lisboa?

Tinha 14 anos, ganhei um prémio de redação na escola com um texto sobre livros que abriam portas. O prémio para os miúdos que ganharam, dois rapazes e duas raparigas, era vir a Portugal durante 15 dias. Estive em Coimbra, Setúbal, Nazaré e Lisboa, claro. Estava apaixonado pela rapariga que vinha comigo, que era da minha idade. Tenho uma foto com ela no Castelo de São Jorge.

Ainda tem essa foto?

Tenho, tenho. Digamos que foi a primeira viagem juvenil. Depois fui muito a Sintra, gostava muito, e no meu romance “O Clube Dumas” há uma parte importante que se passa em Sintra. Venho muito cá, gosto muito de Portugal. E sou um iberista, como era Saramago, que era muito meu amigo. Creio que é um erro que Portugal e Espanha vivam separados, devia haver uma federação, algum sistema.

É adepto da jangada de pedra, então.

Sim, creio que sim! Somos diferentes [portugueses e espanhóis] dos restantes europeus, e creio que Filipe iv perdeu uma ocasião enorme, depois daqueles 60 anos em que Portugal foi espanhol. Devia ter tornado Lisboa a capital do império, ligada ao Atlântico e à Europa. Gosto de estar aqui porque me sinto em casa.

E a capital seria Lisboa, não Madrid?

Lisboa! Madrid é um horror, um lugar horroroso. Lisboa, sim, seria uma boa capital, virada ao mar. Creio que foi um erro enorme político de Filipe iv. Mas acontece-me sempre isto quando venho cá, sinto-me em casa: a comida, as pessoas, a maneira de ser…

Quando começou a pensar desta forma, que tinha sido um erro?

Como digo, sempre vim muito a Portugal, em férias e tudo, e lia muito Eça de Queirós. Digo sempre que “O Primo Basílio” e “La Regenta” (de Clarín), se fossem ingleses ou franceses, estariam entre as obras-primas da literatura universal. Mas como eram portuguesas e espanholas, estão aí como secundárias.

Pensa que um dia vão ser tidas como universais?

Não creio. “O Primo Basílio”, li com 16 ou 17 anos e fascinou-me. Para mim, o iberismo não é uma utopia, é algo que lamento que não tenha acontecido. Eu e Saramago falávamos muito disso, os dois.

Em Espanha?

Em Espanha não sabem o que é Portugal. A ignorância que em Espanha existe sobre Portugal é terrível. Espanha vira–se completamente de costas para Portugal.

https://ionline.sapo.pt/626275

“Portugal tem de cativar a Espanha” por João Pedro Baltazar Lázaro

A minha primeira ideia foi escrever “Portugal tem de conquistar a Espanha”, referindo-me à conquista do seu amor e da sua estima por uma nação irmã; não apenas da parte dos espanhóis que já amam Portugal, mas da parte de TODOS os espanhóis. Porém, optei por evitar a palavra “conquistar”, por não querer aludir às desavenças, à violência, às guerras que mancham o nosso passado. É deprimente pensar que nunca poderemos superar colectivamente esse passado, que os espectros da discórdia, da desconfiança e do rancor nos assombrarão para sempre.

Durante séculos os nossos países viveram de costas voltadas um para o outro. Um dos piores momentos para a nossa relação diplomática foi o período das ditaduras fascistas, no qual os sentimentos nacionalistas de ambos os lados geraram uma desconfiança mútua profunda e duradoura. Se tivéssemos entrado em guerra mais uma vez, a perda de vidas humanas teria sido catastrófica. Essa desconfiança tem de durar para sempre? Estaremos, como países, realmente destinados a existir assim para todo o sempre?

Um certo rancor para com a Espanha faz parte da personalidade de cada português, em maior ou menor medida. É um rancor transmitido de geração em geração e visto por alguns espanhóis como uma paranóia sem sentido, algo que não se pode compreender. Mas nós compreendemos. Somos um país que se quis fazer respeitar por si próprio, mostrar o seu próprio valor, sem a ajuda da Espanha. Somos um país pequeno que sempre temeu a assimilação, o desaparecimento da nossa identidade, ao ser eclipsado pelo seu vizinho maior. E a recente instabilidade política na Espanha, a tensão entre o centro e a periferia que aparentemente tantos pretendem apenas perpetuar em vez de acalmar, só veio exacerbar os sentimentos negativos da parte de alguns portugueses para com a Espanha.

Por outro lado, na Espanha parece haver bastante desconhecimento, assim como incompreensão, dos sentimentos portugueses pela Espanha. Por vezes é pior ainda: há espanhóis que pura e simplesmente não gostam de Portugal, que nos desprezam, que não nos conhecem nem querem conhecer. Já disseram que nascemos de uma grande traição ao reino de Leão, como se hoje em dia fossemos nós, os portugueses contemporâneos, quem deve pagar pelas desavenças políticas do passado. A isto respondi que esta atitude não me surpreende nem me choca, uma vez que passámos tanto tempo de costas voltadas uns contra os outros, mas que também não será por essa razão que deixo de falar. Já disseram que somos uma nação “anoréctica”, completamente dependente da sua aliança histórica com a Inglaterra, contrastando-nos com a Espanha “grande, unida e livre” que sempre soube fazer frente à Inglaterra e construir o seu próprio império. A isto respondi-lhes com aquilo que outros espanhóis, mais amigos de Portugal, me disseram: “as comparações são odiosas”.

Esta é a realidade com que temos de lidar, quer queiramos quer não. A nossa relação diplomática oficial pode ser excelente, mas estes sentimentos ainda existem nas mentes dos povos espanhol e português. O medo de uma maior aproximação ainda persiste. E talvez haja boas razões para isso. Uma vez que existe tanta corrupção na Península Ibérica, uma aproximação directa dos dois países sem qualquer cautela, ou mesmo uma união política, fortaleceria essa corrupção ainda mais, prejudicando-nos tanto a nós como a eles e beneficiando apenas e só os políticos e os magnatas de ambos os lados da fronteira, enquanto o povo continuaria a sofrer a austeridade, a viver na precariedade e a sentir-se desprezado por um sistema político e económico que pura e simplesmente não quer saber das suas preocupações.

A União Ibérica deveria ser para proporcionar melhores vidas a todos os espanhóis e portugueses sem destruir as suas respectivas identidades. Idealismo? Utopia? Se a resposta a estas questões é “sim”, então só é sim devido à natureza humana, a nossa propensão natural para a ganância, a avareza e a corrupção. Isso, aparentemente, é um problema cultural dos povos ibéricos, porque há países onde a corrupção parece fazer muito menos estragos… Mas na prática, qualquer passo que se dê no sentido da aproximação deve ter exactamente aquele objectivo, defender a dignidade do povo português e do povo espanhol, mantendo igualmente a preocupação de nunca deixar esse objectivo ser corrompido pela tentação dos ganhos financeiros a curto prazo.

Dir-se-ia, portanto, que as nossas probabilidades de sucesso não são boas.

Quero lá saber. Continuo a fazer a minha vida da melhor forma que a sei viver: a irradiar energias positivas, amor, respeito e irmandade em cada lugar aonde vou. Continuo a acreditar que a realidade é algo que nós podemos mudar se verdadeiramente estivermos dispostos a isso. Eu não cedo à negatividade. Eu não caio no pessimismo. Porque sei qual é a minha missão. A minha missão é ensinar português: para mim, é a maneira ideal de dar a conhecer aquele que na verdade é um povo irmão, digno do amor e do respeito da Espanha. É mostrando-lhes as semelhanças entre as nossas línguas, as nossas ideias, o nosso carácter, as nossas preocupações e as nossas mentalidades que pouco a pouco vou fazendo com que mais e mais espanhóis se apaixonem por Portugal.

E os portugueses poderiam continuar a queixar-se de que os espanhóis ignoram sistematicamente Portugal. Ignoram a questão de Olivença. Ignoram a poluição nos rios. Ignoram o perigo de Almaraz. Ignoram a nossa língua. Ignoram a nossa história. Ignoram a nossa cultura, a nossa música, os nossos livros, tudo menos o nosso futebol – e até nisso nos vêm como nada mais do que um adversário.

Mas insisto, se as pessoas não sabem algo que nós achamos que deveriam saber, então temos de as ensinar. Temos de lhes mostrar e explicar aquilo que não conhecem ou não compreendem. Não podemos simplesmente ficar fechados no nosso ressentimento e queixar-nos daquilo que não é como nós queremos ou a esperar que as coisas mudem milagrosamente. Se queremos que as coisas sejam diferentes, teremos de ser nós próprios a provocar essa mudança. Temos de ser nós, as pessoas que estão no terreno, as que vivem no meio dos outros, a alimentar tanto a sua curiosidade como o seu respeito pelo nosso país.

E insisto… Ou a sociedade espanhola está colectivamente a conspirar e a mentir-me, ou então é mesmo verdade aquilo que eu tenho visto aqui em Madrid: que há cada vez mais espanhóis apaixonados por Portugal, que visitaram Portugal e que adoraram tudo o que descobriram. Que uns poucos poderiam estar a esconder os seus verdadeiros sentimentos e intenções, acredito que sim. Mas tantos assim de uma vez?

Agora, se realmente nos queremos proteger de uma possível assimilação, ou mesmo uma hipotética anexação, creio que a melhor maneira não é continuarmos a isolar-nos e a afastá-los. Os nossos antepassados fizeram o que tinham de fazer no seu tempo. A realidade hoje é outra. Temos tecnologia, temos infraestruturas, temos todas as condições para que as nossas sociedades convivam cada vez mais. A aproximação entre os nossos países, aparentemente, acontecerá quer queiramos quer não. E a minha pergunta é: se um dia os interesses políticos e económicos nos ultrapassarem e dermos por nós demasiado próximos para voltar atrás, qual será nesse momento a atitude dos espanhóis para connosco? Ver-nos-ão verdadeiramente como irmãos, ou ver-nos-ão como um povo inferior que nunca mereceu ser respeitado? Eu prefiro a primeira opção, e a única maneira que sei de contribuir para que eles nos vejam como seus irmãos é que NÓS os tratemos como irmãos e façamos por merecer o mesmo tratamento em troca.

Mais ainda: se chegar esse dia em que os interesses políticos e económicos levam à união política dos nossos países, teremos cada um de nós uma voz para exigir dignidade? Ou tudo será feito atrás das nossas costas? Estaremos nós unidos no nosso sentimento fraternal ibérico para dizer que a união será feita de acordo com a nossa vontade, não com a de quem só quer aproveitar-se tanto do povo português como do povo espanhol, ou continuaremos divididos pelos nossos nacionalismos e, portanto, mais fáceis de controlar?

Somos nós, os portugueses que vivem na Espanha e os espanhóis que vivem em Portugal, quem tem a obrigação de construir tudo aquilo que já devia existir e que ainda não existe: ganhar o respeito dos nossos respectivos anfitriões e apelar às nossas respectivas pátrias para que não continuem a estar de costas voltadas uma para a outra. Foi por essa razão que eu desde o princípio senti que, quanto a mim, devia participar no iberismo: para influenciar a maneira como esta ideia evolui e para garantir que não evolui na direcção errada.

hispania

E é por isso que eu todos os dias saio de casa uma pequena bandeira portuguesa ao peito, para trabalhar, ensinar português, SER português: para servir Portugal com toda a minha paixão. Para insistir nas semelhanças em vez das diferenças. Para insistir que estou a defender Portugal, não a trair Portugal. Para merecer o respeito e a admiração dos nossos irmãos. Para conquistar para Portugal o direito de se fazer ouvir. Para conquistar a Espanha.