Acto iberista el 28 de abril en Vallecas + Manifiesto por un Consejo de Cultura Ibérica

cartel acto iberista

Manifiesto por un Consejo de Cultura Ibérica

Nosotros, los ibéricos, compartimos raíces, pero paradójicamente nos desconocemos y nos ignoramos. Las muchas diferencias y semejanzas entre nuestros pueblos constituyen, todas, una extraordinaria riqueza compartida. Compartida porque vivimos en una misma Península y porque tenemos una misma herencia de diferentes civilizaciones y culturas de Europa, de África, del Atlántico y del Mediterráneo.

Somos pueblos hermanos separados en nuestra infancia histórica. Crecimos en paralelo, y ahora, como adultos, tenemos el anhelo y la curiosidad de un reencuentro cultural. Totalmente respetuoso. Totalmente pacífico. Un reencuentro del que tanto Cervantes como Camões siempre fueron sensibles. Un reencuentro para entendernos mejor. Un reencuentro para proyectarnos mejor en el mundo.

Por ello, las organizaciones, asociaciones y personas abajo firmantes demandamos, a los gobiernos de España y Portugal, la creación de un CONSEJO DE CULTURA IBÉRICA, constituido por una comisión con representación paritaria de los Ministerios de Cultura de ambos Estados, el Instituto Camões, el Instituto Cervantes, las Comunidades Autónomas españolas, las regiones portuguesas y los municipios rayanos en particular.

La función de dicho Consejo será coordinar una agenda de actividades culturales, realizar políticas de investigación y memoria de las relaciones peninsulares, aumentar la cooperación de la enseñanza de las lenguas ibéricas en el mundo, fomentar del plurilingüismo y la intercomprensión, dar a conocer la proyección global del portugués a la población española y elevar a La Raya a región cultural ibérica estratégica.

Manifesto por um Conselho de Cultura Ibérica

Nós, os ibéricos, partilhamos raízes, mas paradoxalmente desconhecemo-nos e ignoramo-nos. As muitas diferenças e semelhanças entre os nossos povos constituem, todas elas, uma extraordinária riqueza partilhada. Partilhada porque vivemos numa mesma Península e porque temos uma mesma herança de diferentes civilizações e culturas da Europa, de África, do Atlântico e do Mediterrâneo.

Somos povos irmãos separados na nossa infância histórica. Crescemos em paralelo, e agora, como adultos, temos o desejo e a curiosidade de um reencontro cultural. Totalmente respeitoso. Totalmente pacífico. Um reencontro para o qual tanto Cervantes como Camões sempre foram sensíveis. Um reencontro para nos entendermos melhor. Um reencontro para nos projetarmos melhor no mundo.

Portanto, as organizações, associações e pessoas abaixo assinantes solicitam, aos governos de Espanha e Portugal, a criação de um CONSELHO DE CULTURA IBÉRICA, constituído por uma comissão com representação paritária dos Ministérios de Cultura de ambos os Estados, o Instituto Camões, o Instituto Cervantes, as Comunidades Autónomas espanholas, as regiões históricas portuguesas e os municípios raianos em particular.

A função do referido Conselho será coordenar uma agenda de atividades culturais, realizar políticas de investigação e memória das relações peninsulares, aumentar a cooperação no ensino das línguas ibéricas no mundo, fomentar o plurilinguismo e a intercompreensão, dar a conhecer a projeção global do português à população espanhola e elevar A Raia a região cultural ibérica estratégica.

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Bibliografía iberista: “Iberismos” (2017)

El profesor Sérgio Campos Matos de la Universidad de Lisboa, director de varias tesis sobre la cuestión ibérica, acaba de publicar un libro sobre la historia del Iberismo. Sus más de trescientas páginas constituyen el análisis más actualizado, ponderado y pormenorizado del iberismo. Recomiendo vívamente su lectura. Aquí podéis comprarlo:

https://www.amazon.es/Iberismos-transna%C3%A7%C3%A3o-portugal-c-1807-c-1931-Contempor%C3%A2nea/dp/9892613678/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1521267310&sr=8-1&keywords=IBERISMOS&dpID=41n2doAyGuL&preST=_SY344_BO1,204,203,200_QL70_&dpSrc=srch

IBERISMOS

Reseña del editor

Os iberismos prendem-se com uma problemática central da reflexão política e histórica na Europa dos séculos XIX e XX: como se definia uma nação? Que viabilidade e possibilidades futuras poderia ter? Será per­tinente interpretá-los como expressões de um nacionalismo equiparável aos que deram lugar à unificação da Itália e da Alemanha? Os conceitos de iberismo e de hispanismo (pan-hispanismo, hispano-americanismo, ibero-americanismo, etc.) foram assumindo significados diversos consoan­te as conjunturas históricas. Geraram expetativas de futuro, mas também suscitaram resistências. Pouco mobilizadores em Portugal, mas também em Espanha, nunca se organizaram em movimentos políticos dotados de programas consistentes de ação. Suscitaram contudo larga reação pública e incentivaram a comunicação política entre portugueses e espanhóis, alimentando vivo debate transnacional. Com base em alargada investigação, desenvolve-se uma abordagem integrada que estuda os agentes envolvidos e reavalia o lugar dos iberismos nas culturas políticas e históricas penin­sulares, num período que vai da ocupação francesa à instauração das dita­duras, nos anos 30.

Biografía del autor

SÉRGIO CAMPOS MATOS é Professor Associado com Agregação da Universidade de Lisboa. Nos últimos anos tem-se dedicado ao estudo dos nacionalismos, memórias sociais e culturas políticas nas suas relações transnacionais, nos três últimos séculos. Entre outros trabalhos, é autor de Historiografia e memória nacional no Portugal do século XIX (1846-1898), 1998 e Consciência histórica e nacionalismo, Portugal séculos XIX e XX, 2008. Coordena o Dicionário de Historiadores Portugueses (1779-1974), online no site da Biblioteca Nacional de Portugal. Co-editou Historiografia e memórias (séculos XIX-XXI), 2012 e A Universidade de Lisboa nos séculos XIX e XX, 2013. É investigador do Centro de História da Universidade de Lisboa. Colaborou em diversos projetos de investigação internacionais e nacionais.

La fiesta de las paces entre España y Portugal en Vila Verde de Ficalho

A “lenda da Nossa Senhora das Pazes” permanece na memória colectiva: “no tempo da guerra de Espanha com Portugal, houve uma grande batalha em Ficalho e durante a batalha apareceu uma Santa no cimo de uma azinheira e acabou com a guerra. Então nesse sítio foi construída uma capela a capela da Nossa Senhora das Pazes. Ainda hoje é a padroeira da povoação e a capela está localizada no lugar onde supostamente apareceu a Santa”.

https://culturaexpressiva.wordpress.com/2014/05/07/um-festa-transfronteirica-em-vila-verde-de-ficalho-baixo-alentejo/